170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

Pixinguinha é tema de palestra do PROMUS

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O professor Henrique Cazes fará, nesta terça-feira, dia 18(04), a primeira palestra do ano do Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da UFRJ (PROMUS). Sob o tema Pixinguinha: Fluência e improviso, Cazes discute a obra do maestro, flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro.

 

Cazes é professor do Programa e destaca que este ano do se comemora os 120 anos. Nome artístico de Alfredo da Rocha Vianna Filho, Pixinguinha (1897-1973) é unanimemente reconhecido como um dos maiores expoentes da música popular brasileira, contribuindo para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.

 

Com entrada franca, a palestra está marcada para 17h, no Prédio de Aulas III, Edifício Ventura Corporate Towers.

 

estrela SERVIÇO
PROMUS: Avenida República do Chile, 330, 21º andar, Torre Leste, Edifício Ventura Corporate Towers, Rio de Janeiro – RJ. CEP 20031-170. (21) 2262-8742. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

Pixinguinha

 

     
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Pixinguinha segundo o traço inconfundível do caricaturista, desenhista e, também, compositor Nássara (1910-1996)  

     

 

O autor de Carinhoso nasceu Alfredo da Rocha Viana Filho, em 23 de abril de 1897, nos subúrbios do Rio de Janeiro. Filho caçula do músico Alfredo da Rocha Viana, funcionário dos correios, flautista e chorão, com Raimunda Maria da Conceição. Pixinguinha aprendeu música em casa com o pai e com um dos numerosos irmãos.

 

Pixinguinha foi um menino prodígio, tocava cavaquinho com 12 anos. Aos 13 passava ao bombardino e à flauta. Até hoje é reconhecido como o melhor flautista da história da música brasileira. Mais velho trocaria o instrumento pelo saxofone, pois não tinha mais a firmeza e a embocadura necessárias.

 

Em 1912 começou a atuar em cabarés da Lapa e depois substituiu o flautista titular na orquestra do Cine Rio Branco. Nos anos seguintes continuou atuando em salas de cinema, ranchos carnavalescos, casas noturnas e no teatro de revista. Como intérprete integrou, com Donga e João Pernambuco, o famoso grupo Caxangá, que deu origem ao conjunto Oito batutas, muito ativo nos anos 1920. Na década de 1930 foi contratado como arranjador pela gravadora RCA Victor, criando arranjos que se celebrizaram na voz de cantores como Francisco Alves e Mário Reis. No fim da década foi substituído por Radamés Gnattali. Na década de 1940 passa a integrar o regional de Benedito Lacerda, como saxofone tenor. Aliás, algumas de suas obras mais importantes foram registradas em parceria com o líder do conjunto, mas hoje se sabe que Benedito Lacerda pagava por elas.

 

Dado por uma avó, o apelido Pixinguinha é objeto de controvérsias. Almirante registra como sendo “menino bom” em dialeto africano, mas Nei Lopes encontrou a palavra psi-di em Moçambique, com significado de comilão ou glutão. Como Pixinguinha carregava também o apelido caseiro de Carne Assada, por ter sido pego roubando um pedaço de carne antes do almoço, é mais provável a segunda interpretação.

 

O catálogo de Pixinguinha conta com centenas de obras, que inclui, além de Carinhoso, escrito entre 1916 e 1917, preciosidades como Lamentos Rosa, Vou vivendo, Lamentos, 1 x 0, Naquele tempo e Sofres porque Queres.

 

Em homenagem ao seu nascimento no dia 23 de abril comemora-se o Dia Nacional do Choro. Iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda, a data foi oficialmente instituída em 2000.

 

Pixinguinha faleceu no dia 17 de fevereiro de 1973 na igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, quando seria padrinho de um batizado.

 

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