170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

EM cria Programa de Pós-Graduação Profissional em Música (PROMUS)

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Aprovado em outubro pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação governamental dedicada ao fomento da pós-graduação stricto sensu no País, o O Programa de Pós-Graduação Profissional em Música da UFRJ (PROMUS) está realizando o processo de seleção para a primeira turma do seu mestrado profissional. A iniciativa vem se somar ao Programa Pós-Graduação em Música (PPGM), voltado para a formação acadêmica, que existe desde 1980. Ao todo, 35 candidatos disputam as 10 vagas disponíveis. Números que deixaram o professor Aloysio Fagerlande, coordenador do Programa, contente com a demanda do novo porgrama. – Achamos muito bom o número de inscritos, sobretudo se levarmos em conta que este foi o primeiro edital, destaca. Não fizemos um levantamento completo, mas temos candidatos de diversos municípios do Estado do Rio, além do Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. O resultado do processo seletivo sai dia 7 de março com as matrículas marcadas para 23 de março. O ano letivo do PROMUS começa em abril. – O processo de seleção transcorreu tranquilamente, mesmo com um grande número de candidatos, afirma o docente. Foi uma verdadeira maratona para os professores integrantes das bancas avaliadoras, assim como os técnicos envolvidos. Tivemos projetos de excepcional qualidade, e extremamente variados, demonstrando os diversos perfis que serão atendidos pelo mestrado profissional em música. O mesmo se deu com as provas práticas.

Objetivos

  Foto: Márcia Carnaval
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  O duo Aloysio Fagerlande (fagote) e Paula da Matta (piano) no concerto de lançamento do Programa. Realizado em 18 de dezembro, na Sala da Congregação da EM, integrou a edição 2015 do Simpósio em Práticas Interpretativas UFRJ-UFBA
O objetivo do PROMUS é formar profissionais qualificados para o exercício das práticas avançadas em música, especialmente aquelas ligadas à pesquisa aplicada, ao desenvolvimento artístico, científico e tecnológico e à docência – informa Fagerlande. O foco são artistas, instrumentistas, regentes e cantores, assim como professores de instrumento, regência e canto. "Profissionais cujas atividades resultam em produtos claramente distinguíveis daqueles gerados pelas pesquisas acadêmicas tradicionais", afirma o professor. – As pesquisas acadêmicas produzem reflexões críticas acerca da música, que têm como objetivo principal a investigação de aspectos oriundos das práticas e produções. Seus esforços são apresentados e divulgados em formato de textos e publicações, segundo normas estritas da produção bibliográfica. As atividades profissionais em música não se enquadram integralmente nesse padrão. Elas geram produtos artísticos, tais como composições, apresentações públicas e registros fonográficos, além de materiais didáticos e experiências pedagógicas. Essa diferença de produtos, que implica outros métodos de abordagem e objetivos diversos, tem feito com que se desenvolvam programas de pós-graduação voltados à formação musical profissional.

Linhas de pesquisa

O curso de mestrado do PROMUS tem carga mínima de 360 horas-aula e oferece duas linhas de pesquisa. A primeira, Processo de Desenvolvimento Artístico, atende as práticas musicais avançadas e transformadoras de procedimentos nas atividades interpretativas musicais, englobando o domínio individual do meio expressivo (instrumento específico, voz, regência, etc.), a experiência orientada da prática coletiva, como também a formação em atividades auxiliares na construção da carreira de intérprete musical. A segunda, Pedagogia Instrumental/Vocal/Regências, se destina às práticas docentes avançadas e transformadoras para atuar, especificamente, por meio da prática de ensino de instrumentos musicais ou canto, nas modalidades coletiva, individual ou à distância, em projetos de música pertencentes ao ensino básico, comunidades diversas ou a própria Universidade. Integram o corpo docente permanente do programa os Professores Doutores Aloysio Moraes Rego Fagerlande, Ana Paula da Matta Machado Avvad, Bartholomeu Wiese, Cristiano Siqueira Alves, Marcelo Moraes Rego Fagerlande, Marcelo Verzoni, Maria José Chevitarese, Miriam Grosman, Paulo Henrique Loureiro de Sá e Veruschka Mainhard. Daniel Guedes, como docente colaborador. O coordenador do PROMUS faz questão de sublinhar que o programa, segue as normas estabelecidas para os mestrados profissionais pela Resolução 2009/2010, do Conselho de Ensino para Graduados da UFRJ (CEPG), e as recomendações da Capes.

Cooperação e intercâmbio

O PROMUS se beneficiará do acordo de cooperação firmado entre a Escola Superior de Música de Karlsruhe (Hochschule für Musik de Karlsruhe - HMK), a Escola de Música da UFRJ e o Instituto Villa-Lobos da UNIRIO. A parceria é responsável por diversas iniciativas importantes. Entre elas, o Festival Brasil-Alemanha, realizado anualmente desde 2008, que proporciona aperfeiçoamento musical para alunos e profissionais de todo o Brasil e da América Latina com professores da Alemanha que vem ao Rio ministrar cursos e oficinas na EM e UNIRIO; o UNIBRAL, acordo assinado em 2012 que estabelece intercâmbio de alunos, sob os auspícios do Deutscher Akademischer Austausch Dienst (DAAD) e da CAPES; o Projeto de Música de Câmara Brasileira promovido pela HMK, que já recebeu diversos alunos da EM para concertos na Alemanha; e os cursos de curta duração de Música Brasileira de Concerto para Sopros, através de oficinas e concertos em abril/maio de 2014, por docentes da EM e UNIRIO, realizados na HMK. Uma série de eventos, atualmente sob a coordenação do PPGM, passarão a ser realizados em colaboração com o novo programa. É o caso da Semana do Cravo da UFRJ, criada em 2004, e do Simpósio em Práticas Interpretativas – iniciativa conjunta da UFRJ com a UFBA, cuja segunda edição está marcada para 18 de dezembro.

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